"Se ele for para a Suiça, não lhe guardo as vacas", David Queiroz, pai de António, vencedor da Casa dos Segredos
31.3.09

Almoçar numa tasquinha tem as suas vantagens culinárias, económicas, morais e augustas. Augusto é o dono da tasquinha. É um tipo sorridente que, na sua simpatia desluvada, pega no pão e nos serve sem remorsos. Nestes tempos de crise, um sorriso vale bem o risco de uma intoxicação alimentar. Outra vantagem em almoçar em pé e rodeado de funcionários públicos de meia-idade é descobrir a filosofia que se escapa entre uma dentada no panado e meia taça de tinto pela goela abaixo. O tema de hoje - já um clássico - era a juventude. A juventude que já não respeita nada. Uma senhora, que debicava uma salada sem tempero, ainda disse que antigamente pelo menos havia alegria no trabalho. A conversou logo regressou ao tema da juventude. O orador desta tarde ilustrou a sua teoria da degenerescência da juventude com um episódio ocorrido há...33 anos. Estava ele no autocarro com a sua senhora, grávida de 8 meses; pediu a um jovem para ceder o lugar à senhora, ao que o jovem respondeu que a gravidez não era uma doença mas um estado natural e que, defendido por esta irrefutável argumentação científica, nada o obrigava a levantar-se. Então, o nosso orador, com o vigor que lhe adivinho com 33 anos a menos, ordenou à sua senhora que se sentasse ao colo do delinquente: "Não te preocupes. Faz aquilo que te digo. Sempre me obedeceste, por isso senta-te em cima dele." Há 33 anos era assim. A juventude já estava perdida mas as mulheres ainda nos obedeciam.

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29.3.09

Será George Steiner um name dropper? Em caso afirmativo, quais as implicações de uma tal catástrofe para Carlos Queirós? Nelo Vingada é um treinador baixinho e de bigode? Rafa Benitez é o Ferguson de Merseyside? Alex Ferguson é o Guy Roux de Old Trafford? O Mellberg é mais bonito com ou sem barba? Seguem-se alguns conselhos úteis para que uma sumidade como Steiner não volte a ser acusado de name dropping. Se os seguir, quanto muito será acusado de name dripping.

 
Onde se lê:
“ O ironista vienense Karl Kraus observou um dia que Hitler não o fazia pensar em nada – “es fällt mir nichts ein”
No castelo do Barba Azul, tradução de Miguel Serras Pereira
 
Deve ler-se:
 
“Um certo dia, à porta de um café perto da minha casa, ouvi um transeunte afirmar que um determinado governante alemão do século XX, pintor de veados e outros bucolismos, não o fazia pensar em nada – “mira, é falta sobre o número um”
 
 
Onde se lê:
 
“Apesar disso, constitui a integração de uma obra de arte num discurso filosófico não menos notável do que a de Homero no texto platónico ou a das óperas de Mozart na obra de Kierkegaard”
Antígonas, tradução de Miguel Serras Pereira
 
Deve ler-se:
 
“Apesar disso, constitui a integração de uma obra de arte num discurso filosófico não menos notável do que outras que agora não me lembram”
 
Onde se lê:
 
“Só o exemplo pode intervir aqui: o do opus 35 de Britten («Os Sonetos Sagrados de John Donne»), do opus 27 de Prokofiev («Cinco Poemas de Akhmatova»), o «Espelho onde Habitar», seis poemas de Elisabeth Bishop postos em música por Elliott Carter, e a «Mensagem da Falecida Menina Troussova», em que Kurtag musica, no seu opus 17, uma sequência de «haikus» de Rimma Dalos (e, para mim, este último exemplo recente conta-se entre os mais esclarecedores da longa história do nosso tema).”
 
Os Logocratas, tradução de Miguel Serras Pereira
 
deve ler-se:
 
“Tenho ido para a cama mais cedo do que é habitual. Devo andar a chocar alguma.”
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Liguei a televisão e, ao meio-dia, a RTP2 passava um filme de Abbas Kiarostami. A cena mostra em primeiro plano uma mulher de lenço branco na cabeça a caminhar ao lado de um homem de parka vermelha. Ao fundo, uma multidão em movimento rápido aproxima-se. A câmara ignora o casal e foca o grupo que se desloca em passo de corrida. Percebe-se agora que são na sua maioria mulheres negras, provavelmente masai. Só quando passam junto à câmara é que me apercebo que estou a ver o campeonato do mundo de corta-mato, na Jordânia. Andam umas portuguesas metidas lá no meio. Quando a corrida termina fico a saber que Portugal conquistou a medalha de bronze por equipas. É um feito notável. A mulher portuguesa que se dedica às corridas ainda não foi suficientemente louvada. Em pista, estrada ou corta-mato, é uma longa tradição de Conceições e Albertinas, Ferreiras e Machados, que despontam nas margens do Ave, nos minifúndios do Minho, nas catacumbas da indústria têxtil, com uma regularidade que desafia a compreensão de qualquer pessoa que não seja o Jorge / Luís Lopes. Como figura tutelar deste movimento comparável ao boom da literatura latino-americana, à Nouvelle Vague francesa, ao Impressionismo, temos Sameiro Araújo. Já alguém pensou no Doutoramento Honoris Causa da senhora? Eu já, mas passo a maior parte do tempo nu em casa, o que não contribui para a minha credibilidade junto do meio académico. Em alternativa, proponho um calendário Pirelli só com as pupilas da Professora Sameiro.

 

P.S: o tempo das conceições e das albertinas ficou para trás. Agora temos a Dulce, a Inês, a Jessica, a Sara e a Anália.

 
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Da animação nocturna na Margem Sul se poderá dizer o que Borges disse de “Fausto”: uma das mais famosas formas do tédio. Com esta convicção e uns sapatos novos entrei na discoteca La Movida, no Montijo. Dizer que as barmaids tinham corpos esculturais é induzir os leitores em erro, especialmente aqueles que, como eu, nunca tiveram o desejo de arrancar à dentada as cuecas das obras de Alexander Calder.

 

 

De sorriso irremovível e ebúrneo, a menina perguntou-me o que eu queria, eu disse-lhe, mas ela percebeu mal e serviu-me um Cutty Sark. A esta altura já era óbvio para todos os presentes que ela se apaixonara por mim. Infelizmente, o profissionalismo pôde mais do que os sentimentos. Fui para a pista e mentalmente ensaiei uns passos de dança que não traduzi para movimentos físicos. Permaneci encostado a uma coluna, observando a fauna com a curiosidade científica do entomólogo e o cepticismo epidérmico do bêbado. Um apontamento: é cada vez mais difícil demonstrar a nossa superioridade intelectual num ambiente destes. É um mundo selvagem onde ninguém quer saber do nosso grau de conhecimento sobre os filmes de Aki Kaurismaki. Acabei a noite deprimido, sozinho e embriagado. Cheguei a casa e, com a fé do fundamentalista, queimei todos os livros de George Steiner e fiz 50 flexões.

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19.3.09

9 de Junho

 

Caro Guilherme,

 

Não é possível ter noção dos prazeres da vida no campo até se visitar a vila de F. Esta tarde, fui até ao rio. Sentei-me à sombra de uma árvore frondosa e ali, embalado pelo alegre chilrear dos pássaros, fiquei a meditar na beleza que me rodeava. Após algumas horas, resolvi-me a dar umas braçadas. Foi apenas quando fiquei sem pé que me ocorreu que não sei nadar. A vida aqui corre tão tranquila que tendemos a ignorar as nossas limitações. Por sorte, dois rústicos que por ali andavam entre os arbustos, apercebendo-se da minha aflição, salvaram-me. Um deles queria assassinar-me e o outro, mais piedoso, propôs que me violassem. Lamento não te poder transcrever toda a riqueza gramatical e etnográfica da conversa, mas enquanto eles discutiam, aproveitei para me esgueirar. A minha chegada à casa do moleiro, esbaforido e sem roupa, causou uma severa comoção na mulher deste.

 

13 de Junho

 

Guilherme,

 

Conheci o mais extraordinário ser que imaginar se possa. Um anjo, uma manifestação perfeita da sabedoria infinita do Criador. Bem sei que disse o mesmo quando conheci Ifigénia. Mas, acredita-me, esta tem todos os dentes da frente. Está noiva de um burguês todo janota.

 

20 de Junho

 

Caro Guilherme

 

O janota chama-se Alberto. É um daqueles burgueses que está convencido que um bom emprego, uma família decente, a beleza física e uma vasta cultura geral são suficientes para conquistar uma mulher. Por outro lado, despreza aqueles que conseguem equilibrar um cutelo no nariz e não acha graça a que um homem adulto dance com uma costeleta de novilho pendurada nas calças. Ainda por cima tem a tendência para contrariar tudo aquilo que eu digo. Como é um cobarde, nunca manifesta a discordância por palavras e só mesmo um excelente observador poderá descortinar o sarcasmo que se esconde sob aquela aparente indiferença. A verdade é que, apesar disto, simpatizo com ele, embora uma voz me ordene que lhe esmague o crânio com uma marreta.

 

29 de Junho

 

Guilherme,

 

Como são puros os meus sentimentos por Carlota. Ontem, enquanto a observava a partir o pão de centeio para a ceia, tive o desejo ardente de a possuir à canzana, mas logo passou e, instantes depois, já nos imaginava de mãos dadas a passear castamente nas margens do rio.

 

2 de Julho

 

Carlota, Alberto e eu fomos passear pelo bosque. A suave obscuridade que nos envolvia inspirou-me pensamentos lúgubres e sentimentos crepusculares. Um gamo ferido atravessou-se no nosso caminho. Senti-me invadido por uma profunda tristeza. Enquanto atava as botas, tive uma visão do meu próprio túmulo. Oh, Guilherme, tudo me entristece! Carlota compreende-me e também chora por tudo e por nada. A lua lembra-lhe os que já partiram. Só Alberto, esse burguês, ignora esta delicadeza de espírito e, enquanto choramos, ele come nozes.

 

6 de Julho

 

Guilherme,

 

Não me alimento adequadamente vai para três dias. Sabes que a minha compleição física não é de molde a resistir a semelhantes privações. Já pensei no suicídio, mas se arranjar um bom desconto, uma viagem a Itália não está fora de questão.

 

 

10 de Julho

 

Caro Guilherme,

 

Hoje, aproveitando a ausência de Alberto, visitei Carlota. Ela, como sempre, recebeu-me muito bem. Eu aproveitei para abrir o meu coração e para lhe dizer tudo o que tenho calado para meu grande sofrimento e angústia. Disse-lhe que Alberto é um crápula da pior espécie e que se gaba publicamente das doenças venéreas que contrai com “femmes de joie”. Carlota pareceu surpreendida e enojada. Para resistir ao impulso de me cair nos braços, expulsou-me de casa, brandindo uma foice. Já eu ia na estrada e ela ainda vociferava, certamente para ludibriar quem nos pudesse ouvir: “Pulha! Idiota!”. Eu, incapaz de ocultar os meus sentimentos, atirava-lhe beijinhos e chamava-a de minha amada.

 

17 de Julho

 

Guilherme,

 

Alberto finalmente confrontou-me e questionou-me sobre os sentimentos que nutro por Carlota. Fê-lo apontando-me uma arma, o que me deixou um pouco nervoso. Só esta reacção justifica que lhe tenha confessado a minha homossexualidade. Guilherme, sabes bem que não há no mundo homem que aprecie tanto a companhia feminina como eu, mas a real possibilidade de levar um tiro fez-me pensar se será assim tão mau partilhar intimidades com efebos. Alberto, contudo, não acreditou nas minhas palavras. Acusou-me de ser virgem. “Sim, sou virgem e com muito orgulho”, respondi, o que é verdade, à excepção do orgulho. Ameaçou-me e disse-me para não me voltar a aproximar de Carlota. Desatei a chorar. O mundo é negro. Longe de Carlota, sinto que não há nenhuma razão para viver.

Adeus, amigo.

 

17 de Julho, à noitinha

 

Caro Guilherme,

 

Já te falei da filha do moleiro?

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17.3.09

Eu devia ter adivinhado. O passado dele como usurpador de cadeiras era bem conhecido. Mas sabem uma coisa? Eu acredito que todas as pessoas merecem uma 2ª oportunidade e convidei-o para Ministro. No primeiro Conselho de Ministros em que ele participou, reparei que estava tenso. Alguém lhe indicou uma cadeira mas ele não deixava de olhar para a do gajo da Justiça, à minha direita. A ministra da Educação contou uma anedota sobre professores. A da Saúde respondeu com uma sobre auxiliares de acção médica e fotocopiadoras. Afinal, não era uma anedota. Era um caso verídico. Rimo-nos muito. O ministro dos assuntos parlamentares tentou improvisar um número cómico completo, uma mistura de minstrel show, sapateado e strip-tease integral. Um dos mais velhos demoveu-o, argumentando que semelhante espectáculo era muito pouco socialista. Na cadeira indesejada, o nosso amigo suava com abundância camachiana. Então, não resistindo aos seus impulsos e quebrando todas as regras do protocolo, arranjou espaço entre a minha cadeira e a do ministro da Justiça e ali ficou, acocorado e trémulo. Nas reuniões seguintes, o maníaco trouxe um banquinho desdobrável e, no Verão, não dispensava uma cadeira de praia. Na inauguração de uma feira qualquer nas Beiras, o rapaz desapareceu. Gerou-se o pânico. Procurámo-lo em tascas, na roulotte das bifanas e até nos carrinhos de choque. Fomos dar com ele no stand de vendas da cadeira Relax 500. Disse-nos que comprara duas: uma para mim e outra para ele. Devia tê-lo remodelado nesse mesmo dia mas a verdade é que gostei da cadeira. Da bajulação albicastrense à vergonha tropical foi um passo. Antes do jantar, confidenciou-me que o maior desgosto dele é não sermos siameses. Minutos depois, e sem que eu me apercebesse, as Forças Armadas cabo-verdianas (para ser mais exacto, os três indivíduos que as compõem e que se encontravam ali a servir às mesas) expulsaram uma jornalista sob as acusações de conspiração terrorista e ofensas indeterminadas ao povo do Mindelo. O sorrisinho pérfido do ministro denunciou-o. Eu estive mesmo para dar o jantar por terminado mas a noite até que estava agradável e eu não quis desrespeitar o meu anfitrião. A jornalista ficou nos calabouços e deverá ser condenada a comer cachupa para o resto da vida. O Amado depois trata do assunto.

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16.3.09

Terá a ver com as novas formas de comunicação - sms, facebook, twitter - mas paradoxalmente lembra-nos que viemos das cavernas e que, para alguns de nós, seria preferível nunca de lá termos saído. O fenómeno, como quase todos os outros que importam, pode ser observado na Fnac. A rapariga está concentrada nos livros de Stephanie Meyers. O rapaz quer ir para a área de informática mas receia deixar a fêmea abandonada e sujeita a tão perniciosas influências literárias. Os menos formosos temerão uma investida de algum empregado mais afoito sobre a sua princesa. Em vez de avançar e perder-se na selva tecnológica, coloca-se atrás da namorada, lança um olhar de curiosidade antropológica sobre o livro que ela tem nas mãos e dá-lhe uma ligeira e quase imperceptível pancadinha no traseiro. A pancada é benigna mas que ninguém duvide da sua eficácia. Assim que sente o toque do macho, a rapariga, num movimento pélvico que conjuga falso pudor e real flexibilidade, atira-se para a frente enquanto deixa o livro para trás. Mesmo hoje, a mulher não hesita em abandonar os seus sonhos, as suas ambições, os seus livros de vampiros, para seguir um homem destinado à grandiosa missão de encontrar uma pen de 8 MB. Não generalizo. Até porque vejo que a pancadinha no rabo é praticada por muito exemplar do belo sexo, embora neste caso pancadinha seja um termo inexacto. Trata-se de puro bitchslapping, em que a bitch é ele, com a agravante de ser perpetrada em locais públicos e contornando as mais elementares regras da decência e da discrição. O objectivo é chamar a atenção das outras fêmeas para a glútea fortuna que lhe cabe administrar. O macho sabe que em público lhe está interdita a resposta em termos semelhantes. Por isso, não se lembra de uma reacção melhor do que ruborizar, prometendo o que se promete às crianças: depois em casa falamos.

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Fim-de-semana a ler Cartas da Terra, de Mark Twain, e com epílogo cinematográfico: Religolous, de Larry Charles e com o meu novo herói, Bill Maher. Assim sendo, a minha conversão ao catolicismo fica adiada pelo menos durante mais uma semana.

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11.3.09

Vivemos tempos de campanhas. Longe vai a gloriosa época das cabalas. A cabala foi um fruto mediático característico dos anos 90. Todos os dias alguém se dizia atingido por uma, como se já não fosse possível andar na rua sem o risco de nos cair uma cabala na pinha. E nós imaginávamos rituais iniciáticos, cânticos satânicos, beijos negros. Houve até um dirigente desportivo que fundou um sincretismo judaico-animista e falava com toda a seriedade de "cambalas" (talvez se deva escrever "Kamba-lá", que também serve para dar nome a uma discoteca africana). O certo é que a cabala foi perdendo prestígio e ainda não se encontrara um substituto à altura. A urdidura lembrava curativos de província, urze envolta em ligaduras para atar no tornozelo ou pendurar atrás da porta para afastar o mau-olhado. Maquinação feria com a sua profusão de engrenagens ou, pior ainda, com a sua trepidação metalúrgica. E assim fomos salvos pela campanha. O termo é do agrado de políticos e marqueteiros: campanhas eleitorais e campanhas publicitárias são o ganha-pão de ambos, e a diferença entre umas e outras é que os produtos que estas vendem são, normalmente, mais fiáveis. A campanha é sempre orquestrada por poderes ocultos e é assim que deve ser. A vítima deve manter o suspense enquanto puder. A campanha é negra (evite os tons neutros e as transparências) e de origem incerta. Isso faz com que o público (ou os eleitores) desconfie de toda a gente, chegando mesmo a perguntar-se se ele próprio não estará involuntariamente envolvido na campanha. Já se sabe que quando é obrigada a revelar nomes, a vítima provoca sempre um anti-clímax: o público está à espera de uma conspiração de banqueiros, da Maçonaria, da Opus Dei, da Confraria do Vinho do Porto e sai-lhe o José Manuel Fernandes e a Manuela Moura Guedes. Uma desilusão, a menos que a estas horas o director do Público esteja no seu escritório a afagar um gato e com um sorriso maléfico de imperador Ming. Se há coisas a que o português médio, a exemplo do médio português Miguel Veloso, tem direito, a campanha é uma delas. Convém conhecer as regras do jogo.

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