"Se ele for para a Suiça, não lhe guardo as vacas", David Queiroz, pai de António, vencedor da Casa dos Segredos
24.6.10

Este blog há-de ser lembrado por isto.

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19.6.10

Fazes ideia do que são trinta anos na merda? Não fazes? Trinta anos na merda, meu caro amigo, são uma vida inteira na merda. São mais anos do que aqueles que já viveste, portanto, guarda essa cara de caralho para os filhos da puta deficientes dos teus alunos, guarda esse teu sermão de menino bem comportado para os teus filhos, se conseguires fazê-los, e não me fodas a cabeça. Eu estou há trinta anos neste bairro. Assisti ao maravilhoso espectáculo que é gente a chegar cheia de sonhos e a fugir escorraçada. Nunca vi uma peça de teatro em toda a minha vida mas uma peça de teatro nem chega para amostra do que eu vi. Meu caro amigo, eu vi gente a foder a própria vida de todas as maneiras que possas imaginar. Todas. Houve quem tivesse saído daqui e arranjado a vida, mas já olhaste bem para a cara deles quando voltam aqui ao bairro? Não? Então eu explico-te, meu caro amigo. Chegam com um brilho nos olhos que eu não sei se é nostalgia ou falta de memória. Falam com toda a gente que encontram. É bom o momento do reencontro. Revivem-se os tempos de glória. No segundo dia a coisa continua. Abraços, lágrimas, histórias, risos. É no terceiro dia que a merda, súbita e inexorável, aparece. Já se encontrou toda a gente, já se reviveram todas as histórias, já se riu o que havia para rir. Ao terceiro dia, o homem que triunfou longe do bairro, começa a olhar para os amigos de há trinta anos e vê o que eles na verdade são: carcaças humanas, espectros infelizes de um tempo de inocência. Ao terceiro dia, meu caro amigo, já só restam as rugas, as conversas desconexas e a repetição maníaca das mesmas histórias como se não estivessem a contá-las há três dias ou há trinta anos. As mesmas histórias repetidas vezes sem conta até vir aquela sensação de estranheza, a sensação de que aquela gente já não está viva, o pessoal do bairro morreu há trinta anos e o homem que triunfou longe do bairro sente a atmosfera fúnebre, como se ao entrar ali ele tivesse de abdicar dos seus triunfos, tivesse de depositar as coroas de louros à porta do bairro e fosse obrigado a assumir que é tão derrotado como os outros, que está tão morto como os outros, porque quando regressa ao bairro o homem que triunfou longe é mesmo um derrotado como os outros, como se nunca tivesse saído dali. No bairro, ele é um derrotado e bastam apenas três dias para compreender isso e para se pôr a andar dali para fora, na direcção do lugar onde pode exibir os troféus, as vitórias, os louros, onde todos o elogiam por ter vindo de onde veio e mesmo assim ser um vencedor. É esta a história de quem chegou cheio de esperanças a este bairro, meu caro amigo. É a filha de uma puta de uma história triste, se queres que te diga.

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O amor faz-se e desfaz-se a qualquer hora, nas tardes em que a Primavera é ainda promessa, sol frio, os pés na água límpida da piscina, acaba sem ruído no dia em que ela arruma as roupas na mala e o mundo dos dois - o mundo dos beijos e dos orgasmos, dos passeios e das esperanças fúteis, dos corpos unidos num acidente feliz, mas também o mundo dos talheres e dos lençóis, dos tapetes e da loiça suja, o mundo das vassouras, do lixo, das coisas diárias e invisíveis, de repente transformadas em monumentos trágicos – esse mundo material, objectivo e quantificável - o número de copos e de toalhas de rosto, os metros quadrados da sala – esse mundo que pode ser dividido, encaixotado, partilhado, queimado, perde a solidez e desfaz-se em pó de memória mesmo à nossa frente, sem que o possamos resgatar do naufrágio; esse mundo, e não os sentimentos suspirados, os arrebatamentos e os eflúvios emocionais, esse mundo é que é o amor, uma ruína súbita, um edifício corroído em segundos pelas térmitas da indiferença, uma aldeia abandonada por uma população em fuga, um jazigo com dois corpos de costas voltadas; o amor, quando se desfaz, é esse fantasma sem casa e sem esperança.

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18.6.10

A menina entra na farmácia, calçãozinho de ganga, dezasseis anos, quem a pode culpar?, acompanha a avó ou a tia, e toda ela é um movimento de desconsideração juvenil não só pela velhice, que a tolera e até é capaz de admirá-la nostalgicamente, mas por aquela idade em que a celulite, as estrias e todas as gorduras localizadas têm de ser combatidas com minutos de cirurgia, horas de ginásio ou anos de uma personalidade vincada e aparentemente insensível aos julgamentos exteriores. A menina pode não saber que a leveza é passageira, mas essa inconsciência só a faz mais leve, porque nada pesa mais do que a consciência da morte e os irreparáveis estragos que a mesma provoca à nossa pele quase-mediterrânica. No rosto da menina não há sequer anúncio de rugas de sabedoria: o fermento da beleza é a ignorância, da verdadeira beleza, e não daquela que as pessoas que escrevem decidiram consagrar na esperança de chegar aos cinquentas mais sábias e mais belas, e não apenas mais sábias, mais velhas e mais feias, como manda o Tempo, na sua absoluta indiferença às considerações humanas e aos efeitos temporários do botox. A menina sai da farmácia de braço dado com a senhora, e eu não sei se é a beleza que se apoia no Tempo, se é o Tempo que se ampara na beleza, se aquele procura vitalidade e esta, consolo, sei que a senhora não tem bengala e o corpo viçoso, inquebrável da menina também serve e sei que a menina ignora tudo isto e que, por isso mesmo, também serve.

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14.6.10

Depois de uma semana de férias em Melides, a conselho do Professor Cavaco e Silva e por imposição da minha minguada conta bancária, regressei aos arredores da civilização, onde a Zon e o gás canalizado convivem pacificamente com ecopontos vandalizados e paragens de autocarro com horários que apenas servem para que tenhamos consciência da magnitude dos atrasos, indesculpáveis em qualquer outra ligação que não Barreiro-Coina. Resta-me a simpatia da senhora que me vende o pão e que teve a gentileza de oferecer uma carcaça para além das quatro que solicitei. Num país em que a generosidade vive contida durante um ano inteiro para se libertar ferozmente em forma de latas de salsicha e pacotes de esparguete nas campanhas do Banco Alimentar Contra a Fome, este acto de sentido altruísmo comoveu-me até à desconfiança: qual o objectivo de tão inusitada oferenda? Haverá aqui uma fidelização pré-cartões que garante uma carcaça na compra de quatro? Seria a carcaça de ontem? Não. Ontem foi domingo e aos domingos não há pão. Então, se a carcaça não era pretérita, qual o significado oculto desta transacção? Haverá aqui um sentido religioso?, pensei eu enquanto mergulhava a carcaça no molho da salada. Não obtive nenhuma resposta satisfatória pelo que me dediquei ao visionamento distraído do Holanda-Dinamarca. Uma das coisas que me impede de ser o Luís Freitas Lobo é a minha intolerância aos momentos de um jogo de futebol em que não acontece nada, que ronda os 82 ou 83 minutos por jogo. Para os estudiosos do futebol enquanto fenómeno táctico-filosófico, um jogo fervilha de acontecimentos, há sempre qualquer coisa a acontecer, movimentos sem bola, posicionamento, trincos que lêem o jogo como um rabi lê o talmude, passes laterais entre o central e o defesa-direito, as subtis oscilações das sobrancelhas de Domenech, etc. A mim, a ocorrência frenética de eventos é desprovida de qualquer interesse se a bola não estiver nas imediações da grande área ou na posse de um jogador alemão, o que é a mesma coisa. Quando o esférico (sim, o esférico) está nos pés de Badstuber ou de Mertesacker o perigo é três vezes superior ao de uma jogada em que o Simão tenha ultrapassado o defesa-esquerdo e se prepare para efectuar um cruzamento. A minha ligação ao futebol não é romântica, é infantil. Tenho a nostalgia imberbe de um futebol de ataque puro e ignorante, povoado de avançados britânicos desdentados e guarda-redes quarentões a fazerem as vezes das nativas pintadas por Gauguin e em que o relvado é uma extensão da selva naïve de Henri Rousseau. A força magnética que prende a bola aos pés de Messi é a mesma que me prende à televisão nesses momentos em que a táctica e os comentários do Freitas Lobo são solenemente mandados para o caralho e remetidos para as páginas esquecíveis de uma qualquer edição de 4ª feira de A Bola. Aquelas jogadas são tão estúpidas como dez miúdos da primária a correr atrás da bola, sem qualquer ideia de organização e em que a única posição eterna e imutável é a do ostracizado guarda-redes, figura trágica condenada à solidão de uma baliza de pedras; a diferença é que a estupidez de Messi é almofadada pelo génio. Ele faz porque consegue fazê-lo, como o Evil Knievel a saltar por cima de cento e cinquenta autocarros. E são esses momentos que me fazem desviar o olhar da descrição exaustiva das punhetas de Alexander Portnoy para a Sport TV1. Mães castradoras, pais impotentes, hipocondria e hipersexualidade, uma imensa caldeirada de borrego e culpa, a condição judaica como anedota da condição judaica como anedota da condição judaica como anedota da condição judaica, numa linha que vem deste Roth, passa por todo o Woddy Allen e Jerry Seinfeld até aos inócuos American Pie e à nova geração de cómicos (vidé Seth Rogen) que se está positivamente a cagar para estas tretas psicanalíticas e para quem o judaísmo da Europa Central é tão distante como os manuscritos do Mar Morto. Depois de Portnoy, a narração da experiência judaica na primeira pessoa foi repetida no cinema e na televisão até dela não sobrar mais do que uma ideia liofilizada de milhares de indivíduos fechados numa perpétua transmissão de Os Dias da Rádio num canal por cabo. Meninos-prodígio rodeados de familiares com prisão de ventre, tios sinistros e primas-escândalo, empurrados pela hiper-protecção materna para uma sexualidade voraz e culpada, como se tivessem de foder até tirar a imagem da mãe em roupa interior da cabeça. Portnoy é tudo isto. Mas Roth não tem culpa de nos alimentarmos de comida requentada. Afinal, Portnoy já tem quarenta anos e não tem culpa (culpa, culpa, culpa) do que veio depois.

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Pelas cartas que Jorge de Sena escreveu a Sophia de Mello Breyner percebemos que a amargura daquele homem era intrínseca e não, como poderíamos acreditar, um sentimento reservado para a pátria. Há um desarranjo com o mundo que nenhuma mudança geográfica disfarça. A desilusão com o Brasil e com os EUA é somente menos visceral do que a desilusão com Portugal, o que se compreende. O optimismo sofrido de Sophia é a consequência de ter ficado, de quem teve de pensar o país ao mesmo tempo que o vivia, entre o sublime da poesia e as ridicularias de uma elite tacanha. A distância de Jorge de Sena em relação ao país explica o paradoxo de uma lucidez de fundo bilioso. Vem tudo do fígado. Trabalhador incansável, Sena queria ser reconhecido por um país de merda e quanto menos era reconhecido pior se tornava o país aos seus olhos e mais ele desejava o reconhecimento: uma contradição autofágica e inesgotável, um desejo que se alimenta de raiva que alimenta o desejo.

 

Sophia tinha sempre o ideal, a luz límpida e inteira que encontrou na Grécia, porque podia idealizar na sua condição de turista, na sua disponibilidade para se fascinar, de não ir para além da superfície. A experiência do “exílio” – comum a tantos intelectuais da segunda metade do século XX – tornou Sena menos susceptível ao fascínio superficial das paisagens e dos objectos e mais vulnerável aos efeitos do trato humano: “É noite de Natal, de um Natal em que não acredito, mas desejaria verdadeiro, por conta de uma humanidade que, cada vez mais, considero irremediável na sua maldade.”

 

Vejamos as passagens de Sophia sobre a Grécia e o Brasil:

 

“O primeiro prodígio do mundo grego está na Natureza: no ar, na luz, no som, na água. [...] Sob o sol a pique, numa claridade azul indescritível, o ar é tão leve que nos torna alados e o menor som se recorta com uma inteira nitidez. [...] O que há de extraordinário ali é que o mistério é à luz do sol.”

 

“O Rio é lindo mas a maior impressão que recebi foi ao desembarcar no aeroporto do Recife, a madrugada roxa, o calor roxo, o perfume roxo da terra, fruta, flor. Senti-me mergulhada em pleno Lautréamont.”

 

Agora as impressões de Sena:

 

“Mas não se deixe prender pelo exotismo do Brasil – respire, por trás dele, uma humanidade que tem muitos defeitos portugueses, mas não perdeu algumas das qualidades.”

 

“O Brasil é uma beleza, em que há de tudo, desde a floresta primeva à grande cidade [...], e os brasileiros são gentilíssimos, quando uma pessoa está de visita. [...] Eu tenho seis anos daquele país que amo, com um amor muito infeliz.”

 

“Mas olha que o Francisco terá tido certa razão ao reagir ante a Grécia antiga – lembra-te de que aquilo foi uma colossal mistificação criada, à custa dos deuses, pela colecção de cidades mais politicamente pérfidas e oligárquicas, esclavagistas, racistas, suprematistas, etc., que inventaram a democracia para a flasificarem. O Parténon é um milagre que lhe aconteceu [...]. Tudo o mais são milhares de anos de conversa – e por isso, por exemplo, a Ilíada, que acho belíssima, me é horrenda, como apologia do machismo bélico que ainda hoje leva os soldadinhos para as Áfricas e os terroristas para as bombas, as quais são pagas pelas «cidades» para continuarem no poder. Vidé Tucídides, Xenofonte, e outros sujeitos esclarecidos e mal pagos.”

 

Como bom e amargo lúcido, Jorge de Sena tinha clara consciência da sua relação com o mundo (não limitar a sua desilusão à pobre pátria que o pariu) e as suas próprias palavras são definitivas: “Perdoa o sermão que o não é, mas só a muita e inescapável amargura de quem ama a vida e a liberdade, e odeia totalmente o mundo em que lhe é dado viver.”

 

 

Correspondência 1959-1978, Sophia de Mello Breyner e Jorge de Sena, 3ª ed., Guerra e Paz

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13.6.10

"Um dos traços mais apelativos de Moby Dick é o modo como o conhecimento de um autodidacta é transmitido. Melville é um autodidacta amadurecido. Compare-se a sapiência de Melville com os rudimentos de fado à wikipedia que João Tordo debita no seu romance Hotel Memória, para percebermos a diferença. Melville estudou para escrever o livro, mas antes disso adquiriu um vasto espectro de conhecimentos, aparentemente sem grande propósito. Tordo surfou entre a escrita de dois capíitulos para sacar umas cenas de fado e compor uma personagem. Melville escreve como um nerd; Tordo tem a eficiência de um escriba da Lonely Planet. E quem queremos levar para a ilha deserta? A nerdiness de Moby Dick, claro."

 

Creio que num post escrito há uns tempos o amigo eremita, um dos poucos prazeres que a blogosfera me proporciona, desancava um dos livros de João Tordo, o que é legítimo, necessário e instrutivo. Afinal, se andássemos cá para facilitar a vida aos nossos contemporâneos isto não teria piada nenhuma. No entanto, este pedaço de literatura comparada entre Melville e Tordo não tem nada da placidez bucólica de Ourique e, como crítica, é de tal forma desproporcional que não avilta Tordo como pretende, nem engrandece Melville como gostaria. Podemos criticar Inês Pedrosa e elogiar Virginia Woolf, mas o que é que se ganha ao comparar as duas? Nada contra os exercícios de demolição crítica, mas se for preciso cotejar Rodrigues dos Santos com Cervantes para sublinhar as fraquezas estilísticas daquele é porque andamos a ler os livros errados.

 

 

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6.6.10

Timor-Leste, como qualquer outro país, é uma ficção. Peregrinação de Enmanuel Jhesus, o novo romance do jornalista Pedro Rosa Mendes, é uma ficção literária sobre a ficção de um território. Pelas vozes de várias personagens, são evocados 500 anos de História, da indigência do luso-colonialismo à ocupação indonésia, da guerra civil ao messianismo tardio que culminou com a independência de um país inviável. Um desfecho adequado à narrativa da vitimização timorense (“[...] a língua eucaristica e narrativa de vitimização são os dois tesouros nacionais no génesis do Estado Lorosa’e.”). Alor, a personagem central, desempenha a função sacrificial, o Moisés criado pelo inimigo e que não verá a terra prometida. Aquele desfecho também serviu de epílogo à narrativa do Portugal colonial. Se este é um livro sobre Timor é também um livro sobre Portugal, que viu naquela ilha a última oportunidade de redenção de uma descolonização desastrosa. Dois actores marginais da História contemporânea a confluírem para um final apoteótico de culpa, sangue e libertação política e moral. Nesta história, Timor não foi o único “pequeno povo condenado à pequena ambição da vitória moral”.

 

Embora possam ser detectadas semelhanças com Baía dos Tigres, híbrido de difícil classificação, Peregrinação de Enmanuel Jhesus é um objecto de contornos literários mais definidos, sem prejuízo da diversidade de registos. Algo que, a par da amplitude do relato, justifica a polifonia do romance: da cartografia aos sistemas de linhagem, da história militar e religiosa à diplomacia das grandes potências, das artes marciais à arquitectura, o leque de temas é tão vasto que a hipótese de um único narrador aproximaria perigosamente o livro do género jornalístico, uma espécie de mega-reportagem didáctica. A flexibilidade da estrutura – os autos de uma missão de inquérito conduzida por um bispo norueguês – é o sustentáculo da harmonia do coro. O realismo e a erudição de Dalboerkerk (a voz principal) entrelaçam-se com naturalidade no lirismo quimérico de Wallacea (a única voz feminina). O resultado é um romance magistral, a milhas do que se convencionou chamar literatura portuguesa.

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4.6.10

É personagem do romance de Pedro Rosa Mendes. À atenção do Eremita, a quem deixo a sugestão de coligir as referências ao toureiro moçambicano na literatura portuguesa.

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- Leitura de Peregrinação de Enmanuel Jhesus. Grande romance de Pedro Rosa Mendes. Muitas ideias em frases sublinháveis, como nos romances antigos que nos faziam pensar em vez de simplesmente nos distraírem. E a impermeabilidade timorense: uma narrativa parasitária de outras narrativas.

 

- A cândida Eréndira de García Marquez é um compêndio dos excessos do realismo mágico: diamantes que crescem dentro de laranjas, avós imortais, objectos azulificados ao toque de um homem, delírios e presságios.

 

- Juliet, Nua, de Nick Hornby, diverte. E tem boas definições de estados geracionais, como esta: “E assim ficaram para sempre, presos num perpétuo estado de pós-graduação em que os concertos, os livros e os filmes eram mais importantes para eles do que para as outras pessoas da sua idade.”

 

- Playstation 2: o meu filho ganha-me no Sonic Riders, mas estou a melhorar.

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