"Se ele for para a Suiça, não lhe guardo as vacas", David Queiroz, pai de António, vencedor da Casa dos Segredos
29.3.11

A Primavera, só para chatear, chegou chuvosa. Trouxe Sócrates a culpar o mundo e nisso a Primavera não se distinguiu de Verões, Outonos e Invernos passados. Trouxe Carlos, príncipe, que tem ganho com o passar dos anos, porque à fealdade, que sempre dura, ao menos nos habituamos (não dizia o Gainsbourg “La différence entre la beauté et la laideur, c'est que la laideur, elle, au moins elle dure!”?) e que parece muito mais homem, muito mais feliz desde que se oficializou com Camila da Cornualha, que chegou tarde para princesa e a más horas para rainha, mas muito a tempo de se fazer duquesa. Veio a Primavera e trouxe com ela a Presidente Dilma, mulher com protestos na voz, punho fechado, contestatário, mas que tratámos de suavizar com o charme rude do emissário De Sousa Tavares, quem, segundo João Gonçalves afirma no seu livro mais recente, “tem aquele ar concupiscente que provoca honestos frémitos até no heterossexual mais certinho”. Eu, que há coisa de cinco minutos verifiquei o estado da minha heterossexualidade pelo retrovisor, garanto que nunca senti frémitos, honestos ou de índole duvidosa, por Sousa Tavares, mas vi, claramente vista, a perturbação enrubescida da Presidente Dilma quando o nosso enviado se referiu ao seu (dela) mau feitio e ela, em desacordo polissémico, julgou que lhe fazia um reparo à toilette. Ficou sem jeito, ameninada, bonitinha até, feita menininha das suas quinze muito virgens primaveras. Esta, a que agora veio e com ela trouxe chuva e as personalidades já enumeradas, obrigou-nos a casacos que já se queriam arrumados e indumentárias cinzentas, meteorológicas, guarda-chuvosas, que impedem o gentil alargar dos decotes que, em tempos idos de latins falados, animavam padres de batinas e as furiosas hormonas dos mancebos.

link do postPor Bruno Vieira Amaral, às 22:56  comentar

27.3.11
link do postPor Bruno Vieira Amaral, às 02:23  comentar

25.3.11

Futre é sonho, é futuro numa bola de futebol e de cristal, Futre é Montijo e Madrid, Sporting, Porto e Benfica, Gil y Gil e Pinto da Costa, é ganhar, pá, ganhar, caralho, é Manela, e tu quanto ganhas, Manela, Futre é o Grande Homem, o Doutor, é charters a abarrotar de chineses, é chineses a abarrotar de charters, magotes de chineses às compras no Lidl do Alvaláxia, Futre é finta e fantasia, jogava muito com os braços, não sei explicar, Futre é Deus e Deus é amor e Futre é o Deus do amor que cruza a galáxia num porsche amarelo, Futre é fumo, do tabaco que fumava, um maço à terça, meio maço à quarta, dez cigarros à quinta, cinco à sexta, três ao sábado e um ao domingo de jogo, depois do almoço, por causa dos nervos, Futre é génio, Futre tem visão visionária, asiática, Futre é Stromp pateta, Futre é denhêro, que é o dinheiro que cresce nas árvores do Montijo, Futre é profeta, alquimista da academia, negociante da China, Futre é o rapaz do cabelo verde, Futre é de outra galáxia, Futre é de um outro tempo fora do tempo, o tempo do Sporting Clube da China, Futre é futuro, é vontade para além da vontade, Futre é o mito que é tudo, no Futre cabem todos os delírios, Futre é a negação speedada do impossível, Futre no palanque serpenteia com as palavras, dribla jornalistas e atira para a bancada, para os seus, Futre é foda, em francês.

link do postPor Bruno Vieira Amaral, às 14:42  ver comentários (4) comentar

 
mais sobre mim
Março 2011
D
S
T
Q
Q
S
S

1
2
3
4
5

6
7
8
9
10
11
12

13
14
15
16
17
18
19

20
21
22
23
24
26

28
30
31


Sitemeter
subscrever feeds
blogs SAPO