"Se ele for para a Suiça, não lhe guardo as vacas", David Queiroz, pai de António, vencedor da Casa dos Segredos
30.6.11

link do postPor Bruno Vieira Amaral, às 11:37  comentar

24.6.11

Por indicação do Ouriquense:

 

1 - Existe um livro que lerias e relerias várias vezes?

Sim, se fosse da vontade de ambos.

2 - Existe algum livro que começaste a ler, paraste, recomeçaste, tentaste e tentaste e nunca conseguiste ler até ao fim?
Absalão, Absalão.

3 - Se escolhesses um livro para ler para o resto da tua vida, qual seria ele?
Otras inquisiciones.

4 - Que livro gostarias de ter lido mas que, por algum motivo, nunca leste?
Grande Sertão: Veredas.

5- Que livro leste cuja 'cena final' jamais conseguiste esquecer?
Crónica de uma morte anunciada.

6- Tinhas o hábito de ler quando eras criança? Se lias, qual era o tipo de leitura?
Sim. Bíblia, Sentinela, Despertai!, A Bola, TV Guia.

7. Qual o livro que achaste chato mas ainda assim leste até ao fim? Porquê?

Vários. Tinha de ser.

8. Indica alguns dos teus livros preferidos.

A Queda, O Outono do Patriarca, Dom Quixote, Lavoura Arcaica, toda a poesia de Manoel de Barros, A Queda de um Anjo, Os Maias, as entrevistas de François Truffaut a Alfred Hitchcock, A Estrada, Asfalto Selvagem, A Vida Como Ela É, O Anjo Pornográfico, Madame Bovary, Crime e Castigo.

9. Que livro estás a ler neste momento?
Nenhum.

10. Indica dez amigos para o Meme Literário:
Henrique Raposo, Ana Margarida Craveiro, Tiago Moreira Ramalho.

link do postPor Bruno Vieira Amaral, às 09:52  ver comentários (7) comentar

14.6.11

Vejo a Marta. Aos oito anos, a Marta era a criança mais linda do mundo. Aqueles olhos verdes. Hoje é apenas mais uma mulher porque ninguém tem tempo para se demorar nos olhos verdes de Marta, sempre verdes, mais verdes. Era tão menina e esperta. Muito viva. Sabia que tinha aqueles olhos verdes. Quando tinha quinze anos engravidou do primeiro namorado. Caminha com a pressa das responsabilidades domésticas - o cabelo já foi mais forte – esquecida dos olhos verdes que ainda são ela. Vejo a Patrícia. Não havia adolescente mais bela. As amigas, na tagarelice da fealdade, falavam muito. A Patrícia cumpria na perfeição o papel de bela silenciosa. Está ali, a comer um corneto, menos bela, ainda que o rosto seja o mesmo, impassível, como se ao longo de todos estes anos Patrícia não tivesse falado uma única vez. Marta e Patrícia entram ao mesmo tempo no barco. Dois pontos de beleza que me acompanham há anos cruzam-se neste instante que vale um milagre. Milagre que só me acontece a mim porque os outros vêem apenas duas mulheres a entrar no barco. Para mim são os olhos verdes de Marta, os olhos verdes de Patrícia, a certeza de que a beleza existe e há-de durar muito depois de nós.

link do postPor Bruno Vieira Amaral, às 14:58  ver comentários (2) comentar

 
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