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Circo da Lama

"Se ele for para a Suiça, não lhe guardo as vacas", David Queiroz, pai de António, vencedor da Casa dos Segredos

"Se ele for para a Suiça, não lhe guardo as vacas", David Queiroz, pai de António, vencedor da Casa dos Segredos

Circo da Lama

02
Nov10

Ler / Novembro

Bruno Vieira Amaral

Escritos Pornográficos, Boris Vian

 

"A rebeldia e o humor do multifacetado Vian manifestam-se nesse e noutros poemas em que sugere uma utilização não-culinária do pepino, celebra as herdeiras de Safo como objectos do desejo masculino, expõe as palpitações lúbricas que se ocultam debaixo das batinas eclesiásticas e estuda a anatomia feminina como ameaça à integridade do membro viril."

 

História Política do Diabo, Daniel Defoe

 

"Os maus livros de História partilham uma virtude: dizem-nos sempre mais sobre quem os escreveu e a época em que foram escritos do que sobre o eventual objecto de estudo. História Política do Diabo, sendo um mau livro de história, diz-nos muito sobre a mentalidade e os debates de uma época em que o Iluminismo começava a impor a sua luz às trevas do fanatismo e da superstição. Para Defoe, no entanto, quer as superstições, quer o racionalismo, serviam os propósitos diabólicos. As primeiras transmitindo uma imagem errada do Diabo, o segundo negando a sua existência."

 

Vício Intrínseco, Thomas Pynchon

 

"A América deste livro é a América da paranóia e das conspirações, de Salem e do Macartismo ao surgimento das figuras negras que marcam o fim simbólico do Verão do amor e da idade da inocência hippie: Charles Manson e Richard Nixon, duas ausências omnipresentes na atmosfera do romance. Misturados todos os ingredientes pelo virtuosismo pop de Pynchon, Vício Intrínseco resulta num requiem psicadélico e paranóico para o “pequeno parêntesis de luz” (p. 279) que foram os anos sessenta."

 

Papéis Inesperados, Julio Cortázar

 

"Mesmo afastando-se de um “comunismo esclerosado e dogmático”, Cortázar padecia da célebre hemiplegia moral patente na comparação demagógica entre a intervenção americana no Vietname e a soviética na Checoslováquia: “Eu pergunto-lhe […] se algum dos repórteres da Life viu crianças queimadas com napalm nas ruas de Praga.” Elucidativo. Comparem-se os textos sobre uma visita ao México (Um Cronópio no México) e uma viagem a Cuba (Novo Itinerário Cubano). Enquanto neste último se nota um deslumbramento ingénuo que retira à prosa algum do seu brilho cínico, de observação desinteressada, do humor absurdo, o texto sobre o México é literariamente muito mais conseguido (aos que, antes de nós, fizeram esta observação Cortázar mandou-os para a “puta que os pariu”). Quando o escritor transporta para a escrita a bagagem ideológica tem de deixar algum do talento na alfândega."

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