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Circo da Lama

"Se ele for para a Suiça, não lhe guardo as vacas", David Queiroz, pai de António, vencedor da Casa dos Segredos

"Se ele for para a Suiça, não lhe guardo as vacas", David Queiroz, pai de António, vencedor da Casa dos Segredos

Circo da Lama

16
Jan09

Agnósticos, ateus e os outros

Bruno Vieira Amaral

A historiografia costuma referir Agnostini, filósofo do século IV, como o “pai” do agnosticismo. Agnostini, um herético para os seus contemporâneos, não defendia a inexistência de Deus, nem a Sua (que grafava “sua”) existência, nem sequer qualquer coisa entre as duas. Aliás, não se conhece a opinião de Agnostini sobre o assunto, o que terá estado na origem do próprio agnosticismo. Já o ateísmo é mais recente do que se pensa e o seu nome deriva de um célebre clube de divertimento nocturno situado na Margem Sul (já lá estive uma ou duas vezes e não sei se aquilo se chama A Teia, Ateia ou Ateya – um grave problema ontológico, sobretudo quando falamos de um estabelecimento do género). Estes ateus são conhecidos por não acreditarem em nada que não tenha duas mamas e que não seja capaz de dançar sensualmente ao som de Lionel Richie circa 1985. Toda a gente sabe de onde vem o monoteísmo. Foi inventado pelos judeus mas também lhes poderá ter sido emprestado por alguém, o que a ser verdade resolvia de uma só vez o mistério do monoteísmo e da usura. Enquanto os judeus andavam ocupados a fugir e a criar um Deus portátil que pudessem levar para qualquer lado, os chineses inventavam o futebol (aquilo não era bem “futebol”; para terem uma ideia do desporto praticado pelos chineses, vejam um jogo do paleolítico Bynia). Coincidências?

16
Jan09

Editorial “Onde é que eu ia?”

Bruno Vieira Amaral

Os leitores mais atentos perceberam o clin d’oeil  (isto é um piscar-de-olhos ao meu “público” – ‘cebes? – francófilo) ao já célebre editorial de José Manuel Fernandes onde, num slalom digno de Alberto Tomba, o director do Público conseguiu tocar em todas as bandeirinhas apenas para se despenhar sem glória numa ravina dos Alpes.

16
Jan09

Casamentos inter

Bruno Vieira Amaral

O Cardeal Patriarca não tem razão. Por defeito, bem entendido. As meninas ocidentais devem pensar muito bem antes de casar, seja com um muçulmano, um católico, um protestante ou um bailarino da Gulbenkian. O monte de sarilhos que é o casamento começa no hábito - comum a muitas culturas - de se realizar entre duas pessoas. É um problema que, com maior ou menor sucesso, as sociedades têm tentado resolver em nome da preservação da espécie e para evitar que algum quadro de Fragonard vá parar às mãos de um bastardo. Podemos afirmar que tudo correu muito bem enquanto as pessoas, por questões logísticas, eram obrigadas a casar com alguém cuja principal habilitação era viver num raio de duas milhas (milhas é mais medieval). A probabilidade de partilharem a mesma religião, a mesma visão do mundo e o mesmo grupo sanguíneo era elevada. O monte de sarilhos ocorria com uma frequência reduzida até porque o mais natural era um dos cônjuges estar morto antes da crise dos 7 anos. Os antibióticos, as viagens transatlânticas e a pílula mudaram a natureza do casamento (o bidé também mas os antropólogos, sempre prontos a defender quem limpa o cu a uma folha de bananeira, não lhe atribuem a mesma relevância). Hoje, qualquer pessoa pode casar com qualquer pessoa e, com alguma perseverança, até com qualquer mamífero.

 

Onde é que eu ia? Pois. Meninas, não casem com muçulmanos; se nada vos pode afastar da infelicidade, ao menos arranjem quem perceba do assunto.

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